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Transição Capilar: o que saber antes de começar?

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Resolvi começar esse post com uma volta no tempo. Eu alisada há alguns anos, antes da transição capilar.

Mas olha: sempre que conto minha história de transição capilar, as pessoas estranham. É que no começo, não parei de alisar o cabelo “porque queria ter meus cachos de volta”. Na verdade, eu nem lembrava como eram os meus “cachos” já que eu alisava meus fios desde muito cedo.

Comecei a transição capilar porque estava um pouco infeliz com o que via no espelho: fios opacos e quebradiços. Eu andava infeliz também com a rotina de investimentos em relaxamentos e alongamentos que nem deixavam meu cabelo com o aspecto “capa de revista” que eu desejava.

Então, por não estar contente com o que eu via no espelho, parei com os químicos capilares e entrei em uma jornada de um milhão de possibilidades que eu nem tinha ideia que existiam.

Antes do meu big chop, foram 2 anos de loucuras. Peruca, tranças, alongamentos… Em todo esse período de transição capilar, eu experimentei uma série de produtos, métodos, estilos e dietas. Entre erros e acertos, eventualmente eu percebi o que funcionava e o que eu não funcionava.

Coisas que eu gostaria de saber antes de começar a transição capilar

Tenho meu cabelo totalmente natural há alguns anos, e sempre quando alguém fala comigo para pedir conselhos sobre a possibilidade de começar a transição capilar, eu compartilho meus segredos do sucesso. E hoje, resolvi compartilhar esses segredos com vocês aqui do blog. Essas são as principais coisas que eu gostaria de saber antes, e que eu acho que valem ser compartilhadas:

Não é impossível, mas é chato sim ter que lidar com duas texturas

stephanie pereira, box braids, tranças africanas

Quando eu alisava o cabelo,minha rotina era simples: eu secava os fios com secador, passava algum tipo de protetor térmico ou óleo, e torrava meus fios na chapinha. Depois, era só enrolar a cabeça em um lenço, e no outro dia ele estava perfeito (se a raiz não estivesse muito longa). Ao longo da semana, eu fazia alguns retoques, mas, basicamente era isso.

Quando a transição capilar começou, a vida ficou um pouco mais complicada. Usar chapinha não era mais uma opção ao lidar com duas texturas muito diferentes (meu cabelo é 4c). Então, a solução que encontrei era a de “enrolar” a parte alisada, com texturizações.

Só aqui deu para perceber que tive que abandonar alguns velhos hábitos: secador e chapinha e protetores térmicos com petróleos em sua composição foram embora. Aliás, antes da transição capilar, eu nem sabia quais ingredientes iam em qualquer produto. Hoje eu sou a rainha da leitura da embalagem.

Mas um belo dia fui iluminada por duas palavras: penteado protetor. A maior parte da minha transição foi feita de penteados protetores, onde eu alternava períodos curtos de descanso e hidratação com os fios “livres”, e períodos longos em que eu mantinha box braids e crochet braids.

A cada “troca” de penteado protetor, eu cortava um pouco dos fios relaxados, deixando cada vez mais aparecer meu cabelo natural e saudável. Aliás, é sobre corte que eu falarei agora.

Cortar os cabelos aos poucos vai te poupar do trauma do big chop

A maioria das meninas em transição morrem de medo do tal do “big chop”. No entanto, ele é a porta de passagem para um cabelo natural e saudável.

Eu não enfrentei o big chop como um trauma porque, como comentei, a cada troca de penteado protetor, eu removia um pouco das pontas alisadas. Esses “micro chops” me ajudavam a perceber que o meu cabelo natural estava muito mais saudável e gostoso de lidar, então, na verdade, eu estava ansiosa para cortar logo as pontas mais velhas do cabelo.

SEMPRE indico cortar aos poucos se você é apegada ao comprimento. Se não é, corta tudo logo e vai ser feliz!

Vale lembrar que é sempre bom cortar as pontas do cabelo para que você não fique com pontas duplas na parte alisada (ou com outros químicos). A ponta dupla não tratada pode fazer o fio se partir até perto da raiz, fazendo com que você tenha que cortar muito mais cabelo do que você gostaria.

O que você lê na internet pode não funcionar para você

Eu sempre tive a consciência de que o meu cabelo era meu e os cuidados com ele não seriam nada parecidos com as blogueiras que eu via por aí. Desde sempre também decidi que eu seria responsável com meus testes capilares, e observaria os meus fios para entender o que fazia sentido para meu cabelo – mesmo que meus métodos fossem diferentes dos outros.

Mas, eis um conselho que eu gostaria de ter visto mais por aí: o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

Eu posso compartilhar meu cronograma capilar, mas sei que ele não vai funcionar pra todo mundo. Posso dizer que lavo o cabelo todo dia, e sei que vai ter gente dizendo que é errado. Aliás, a verdade é que em alguns casos não existe esse negócio de certo ou errado: existe o que funciona ou não com você.

Vou compartilhar um exemplo bem simples: em meu 4c eu tentei praticamente todos os produtos das prateleiras. TO-DOS. No final das contas, a verdade é que perdi muito tempo e dinheiro experimentando todas essas coisas que parecem funcionar para os outros, mas não para mim.

Spoiler: NUNCA foi o pote coloridão e da moda que funcionou com meu fio.  Nem aquele assinado por uma blogueira crespa famosa.

Sabe o que hoje ando usando e amando? A linha Monange para cachos. E esse post não é patrocinado :-)

Não estou dizendo que o creme da Monange vai funcionar pra você, quero dizer que você precisa entender o que é bom pra você e seguir, mesmo que seja um caminho diferente do de todo mundo.

Também não estou dizendo para você investir fortunas em testes, Na verdade, o que finalmente quero dizer é que: sua transição capilar vai ser cheio de tentativas e erros. Sem isso, você nunca vai entender o que realmente funciona com você. Mas, no final do dia, você vai aprender a ouvir menos a voz de “todo mundo” e mais o que o seu próprio fio fala.

Tudo vale à pena

Stephanie N. Pereira

Eu faria tudo de novo.

E é isso.

Vocês que já passaram pela transição capilar: algum outro conselho que gostariam de ter ouvido antes de tudo? Conta nos comentários!

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